250 Anos depois – As Marionetas

Fez-se a comemoração do sismo que afectou Lisboa…
É muito interessante que esta comemoração, ao contrário de muitas outras, foi tratada de uma forma tão leviana como estúpida!...
Para percebermos melhor a estupidez desta comemoração, considere-se a título de exemplo: nas comemorações que fazem por todo o lado – principalmente na Alemanha – do fim do Nazismo, fazem retrospectivas de como se vivia na época anterior, durante aquele regime, a queda e suas condicionantes e, finalmente, aquilo que se fez a partir de então; justificando sublimemente, e de inexorável forma, porque aquele regime nunca foi e nem nunca será um modelo a seguir no futuro: “Para que nunca mais volte acontecer!” Gritam todos! Ou seja, e em definitivo: justificam a comemoração!
Com o arrasar, quase total, da cidade de Lisboa pelo sismo e consequente maremoto, as pessoas – antes da catástrofe – viviam de uma determinada forma, depois passaram a viver de outra forma (ou não…)! Significa isto que: tal como se fez em relação ao exemplo dado, deve-se ter feito algo também para que nos defendamos de alguma forma, no futuro de uma catástrofe igual à anterior (que como se sabe, ode acontecer a qualquer instante); ou pelo menos que seja menor do que aquela que foi na altura do sismo! Tinha de ter sido feito algo para minimizar/atenuar os efeitos que pudessem ser provocados no futuro por outra eventual – porém certa – catástrofe para a cidade de Lisboa: e de facto assim foi! No após destruição, nas construções passaram a ser levadas em total atenção a zona de alta probabilidade sísmica, o ordenamento do território passou a ser mais cuidadoso… sempre com a memória fresca pelo que se perdeu com os erros do passado, etc.
Com o passar do tempo, a memória passou a ser cada vez menos fresca, e sucessivamente aquele acontecimento ficou perdido no tempo, que chegamos hoje numa cidade completamente desajustada a qualquer tipo de catástrofe como a que a aconteceu! Se à 250 anos atrás, se poderão ter perdido 60 mil almas Lisboetas; hoje… Nem queiram pensar…
E para que aconteça em Lisboa uma calamidade, nem é preciso que aconteça outro sismo como aquele! Bastaria aquela tempestade de à pouco tempo ter-se dirigido para lá… Era enorme! Mas tudo bem, ela formou-se e, naturalmente seguiu o seu percurso normal… Até ao dia…
Porque será? (Façam estas perguntas a Vós próprios) Porque será que uma questão como esta foi tratada como se de um filme tratasse? E ainda mais grave: o que não fizeram para prevenir, de novo, o tal filme?...
Tratar um assunto destes, ordenar o território com vista à defesa colectiva sempre foi uma característica primária de Nosso Povo, basta pensar que Nosso Território sempre viveu na ameaça vinda em todas as direcções! Seja a sul (e restantes) pelo mundo Árabe, seja nas restantes direcções pela sombra e sede de anexação de Espanha… E o que se fez foi desencadear planos de defesa para poder resistir a tanta ganância, ódios e invejas alheias…
No entanto, mesmo com tanta ameaça sempre presente, o Povo da Nação Valente triunfou sobre todos Eles!...
Porque se perdeu tudo isso, porque “morreu” o espírito colectivo da Nação Valente? Por falta de necessidade – responderão os pobres de espírito; mas será que, de facto, a necessidade da defesa desapareceu?... Será que, em discernimento da Alma Valente, se trocou pela necessidade da construção da Aldeia Global? Uma igualdade entre Povos que nunca existirá; e em que finalmente, somo meras marionetas dos Povos ricos – a própria Europa é uma marioneta americana – sem qualquer identidade; a não ser a mandatária pelo dinheiro e capital empresarial!...
Concluindo… O sismo acontecerá e os párias desta sociedade – como os da altura – irão deixar seu Povo sofrer mais uma calamidade, porque desde aquela altura, nada mais se fez a não ser a busca imunda pelo capital… Talvez, num futuro próximo, os pregadores da verdade já não tenham voz para gritar as suas máximas frente a um Povo revoltado, que se quer levantar pelos seus próprios meios: O Povo de Portugal nunca foi marioneta de Ninguém, a não ser na actualidade…
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