Sexta-feira, Junho 16, 2006

"Contra-arrastão e o espantalho do Nazismo Nacional"










«Passamos do arrastão que nunca houve para o contra-arrastão que sempre houve. O que é o contra-arrastão? É a negação politicamente correcta de que haja problemas de criminalidade violenta e endémica nas grandes concentrações urbanas que têm como actores jovens negros da segunda geração. Dizer isto parece logo racismo, deve motivar o nosso comissário para as minorias étnicas a pedir mais desculpas públicas por se ter nomeado cor ou raça ou condição migrante.

O contra-arrastão que se reforçou pelo descrédito do arrastão é um produto como muitos outros do jornalismo de rebanho, aqui denunciado com veemência porque está do lado errado, quando noutros casos, é saudado como "jornalismo de causas" se está do lado certo (já alguém pediu desculpa aos portugueses pelos 100 mim mortos falsamente anunciados em Timor?). Mas não só: é também um produto de uma forma politizada e radical de um "anti-racismo" patrocinado emblematicamente pelo Bloco de Esquerda e que conheceu outro exemplo absurdo com o alarido comunicacional pelas declarações de um solitário (ou, se se quiser, acompanhado por umas dezenas) extremista "nacionalista revolucionário".

Subitamente, pareceu que a pátria estava em perigo de soçobrar no nazismo, as hordas armadas prefiguradas no legal armamento exibido pelo homem. O absurdo de tudo isto é que ele foi brevemente o preso político que a democracia é suposta não ter, porque o excesso de zelo policial, a roçar a ilegalidade, não se imaginaria nunca para um rapper suburbano que recitasse uma letra racista, como todos já ouvimos sem nunca nos soarem as mesmas campaínhas de alarme pelo apelo à violência que o solitário nazi fez soar pela comunicação social toda.»

Artigo de opinião publicado na Revista Sábado, nº 111, de 14 a 21 de Junho.


Retirado de:
http://www.frentenacional.net

"Isto que Pacheco Pereira diz não é novidade nenhuma, é algo que os nacionalistas vêm denunciando há vários anos, mas ainda assim alegra-nos que haja alguém, nem que isolado perante a restante «massa cultural» dominante nos Media, a colocar o dedo na ferida e a dizer aquilo que muitos pensam mas não se atrevem a dizer. A questão é que, sendo o professor Pacheco do sistema, pode dizer aquilo que bem entender sem que as suas opiniões sejam colocadas em causa por «idóneos jornalistas» ou motivo de «mega-processos» de «xenofobia» e «discriminação racial» ou «crimes contra a humanidade».

Ainda assim aguardamos pacientemente, e mais uma vez, por um processo-crime de «incitamento ao ódio» e «racismo» (e todas as outras balelas anexas), como tem sido habitual aos nacionalistas por organizarem concertos musicais ou manifestações contra o crime, por termos (re)publicado a opinião de Pacheco Pereira.

De resto, quanto a alguns artigos terroristas que têm sido publicados como sendo «notícias» mas que não passam de opiniões de jornalistas ao serviço de forças «obscuras» e, essas sim, terroristas, e apesar de estarmos conscientes das... «dificuldades» que a justiça atravessa, podemos anunciar que serão alvo da respectiva queixa-crime por parte dos visados.

A mentira tem perna curta! "